Meu humor



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, SAO JUDAS, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Política, quadrinhos, sexo, História...



Arquivos

Categorias
Todas as mensagens
 Anônima Arte
 Ê, Brasil...

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Contrapeso
 E você com isso?
 A Vida com Logan
 Blog dos Quadrinhos
 Hyperfan
 Tédio Profundo
 Orbital Zine




Contexto é tudo
 


Mahjong

Sempre que me sinto angustiado, pressionado ou estressado, gosto de jogar. Desnecessário dizer, portanto, que tenho jogado um bocado...

Prefiro jogos de estratégia, mas pode ser qualquer jogo, desde que eu possa jogar sozinho contra o computador. Ninguém falando. Ninguém dando palpite. Só eu e o desafio apresentado pelo jogo. Agrada-me a sensação de ter ao menos um problema que, em última instância, afetará apenas e tão somente a mim, qualquer que seja a decisão que eu tome. Sem mencionar, é claro, a possibilidade de parar e refletir calmamente sobre o assunto, salvar a partida enquanto estou ganhando, pra poder voltar atrás sem maiores conseqüências, desfazer burradas... e, se for o caso, começar tudo de novo. Ou simplesmente desligar o computador.

Tirei o domingo pra jogar Mahjong. Pra quem não conhece, é um tipo de quebra-cabeça chinês de múltipla escolha. Como tudo que é criado por orientais em geral, deve ter uma história bacana e milenar por trás, cheia de filosofia e tal. Que, no momento, não me interessa em absoluto. Agradeço o chinês que o criou quando estiver com cabeça pra isso...

Sendo um jogo de estratégia e estando eu sem raciocinar direito há um bom tempo, naturalmente perdi algumas dezenas de vezes. Enquanto jogava, porém, me dei conta de quão parecido com a vida o Mahjong é. Começa cheio de possibilidades; a cada escolha, essas possibilidades aumentam ou diminuem, conforme as decisões tomadas pelo jogador. De um jeito ou de outro, contudo, há apenas um resultado possível: a morte, no caso representada pelo fim da partida. Pode-se terminar como vencedor, com o tabuleiro vazio, ou atravancado com 40 peças diferentes atrapalhando umas às outras. Não importa. De um jeito ou de outro, vencendo ou perdendo, uma hora o jogo acaba.

Dá o que pensar.



Escrito por Fernando Lopes às 16h07
[] [envie esta mensagem
] []





Quando eu sonhava

Quando eu sonhava, era assim
Que nos meus sonhos a via;
E era assim que me fugia,
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.
Agora, que estou desperto,
Agora a vejo fixar...
Para quê? - Quando era vaga,
Uma idéia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Eu sonhava - mas vivia:
Prazer não sabia o que era,
Mas dor, não na conhecia.

(Almeida Garrett)



Escrito por Fernando Lopes às 21h20
[] [envie esta mensagem
] []





Missão impossível

Tentar remendar certas coisas é como querer consertar um vaso de porcelana com cuspe. Simplesmente não rola.

Escrito por Fernando Lopes às 11h51
[] [envie esta mensagem
] []





No ar

E hoje finalmente foi ao ar a matéria do Vitrine, da TV Cultura, sobre super-heróis no cinema, que contou com entrevistas minhas e do Oggh, entre outros. Tem reprise na próxima terça-feira...

Escrito por Fernando Lopes às 23h43
[] [envie esta mensagem
] []





Desencontrado

Noitada de pôquer. Ao menos pros demais. Eu não estava na mesa. Metaforicamente falando, digo. O corpo até estava, mas cabeça e coração, não. Ultimamente, o conjunto anda meio desencontrado: parte está onde se espera, o resto vaga a esmo. Como os deuses do pôquer são caprichosos, cobraram o preço desse descompasso entre o material e o imaterial.

Bem-feito. Todo castigo é pouco.



Escrito por Fernando Lopes às 23h16
[] [envie esta mensagem
] []





O que aconteceria se...

Há 50 anos, o Brasil conquistava sua primeira Copa do Mundo, embalado pela arte de craques do calibre de Pelé, Garrincha, Vavá, Didi, Zito, Nilton Santos e outros inesquecíveis monstros sagrados do nobre esporte bretão. Mais do que um simples título, uma façanha que ajudou a firmar o futebol como paixão nacional de tal modo, que passou a fazer parte da identidade cultural do próprio brasileiro.

Como estou meditabundo hoje, fico aqui matutando sobre o que aconteceria se o Brasil tivesse perdido mais aquela copa (depois dos sucessivos fracassos de 1950 e 54). Se pernas-de-pau como eu fossem a regra e não a exceção, teríamos nos tornado um país "sério"? Se não produzíssemos Ronaldinhos, Kakás e Robinhos em escala industrial, nossas crianças sonhariam mais em ser médicos, engenheiros, professores e menos com o glamour de uma carreira vitoriosa nos gramados? Se o país não parasse a cada final de copa, a cada jogo da seleção, estaríamos no primeiro mundo? Se o futebol nosso de cada dia não nos desviasse a atenção da miséria nossa de cada dia, teria essa miséria deixado de existir? Teríamos buscado outra "paixão nacional" pra figurar ao lado do Carnaval, da cerveja e da bunda, nossas outras "paixões nacionais"? Difícil dizer. O fato é que aquela vitória mudou, de fato, a história do Brasil. O resto é elucubração inútil.



Escrito por Fernando Lopes às 23h39
[] [envie esta mensagem
] []





Até que ponto?

Fui visitar meus pais agora à noite e, como sempre acontece quando estou na casa deles, acabei assistindo a um pouco de tevê -- coisa meio rara pra mim hoje em dia, ainda mais em se tratando de canais abertos. Peguei o início do Fantástico, que começou com uma reportagem sobre um pai norte-americano de 68 anos e seu filho mais velho, vítima de paralisia cerebral em virtude de um acidente com o cordão umbilical durante o parto. Por amor ao rapaz, esse homem comum, que jamais havia praticado esportes regularmente, começou a participar, já com mais de 40 anos, de corridas de longa distância, empurrando o filho em sua cadeira de rodas. E foi além: passou para o triatlo, modalidade que a dupla disputa até hoje. Um caso verdadeiramente impressionante de dedicação e amor que, é claro, me trouxe lágrimas aos olhos, como sempre acontece quando o assunto é família.

Fiquei, no entanto, pensando a respeito desse tipo de matéria. Jornalisticamente falando, digo. Tem um quê (ou muito) de apelativa, claro, mas tem seu lado edificante. Mostra que, com dedicação e esforço, qualquer coisa é possível. Até aí, tudo bem. A pergunta é: será que ela atinge seu objetivo? Não o de angariar audiência, óbvio, porque esse pouco me interessa, mas o de inspirar, de levar as pessoas a encararem seus problemas, supostamente menores, e seguirem em frente? Ou será que reportagens assim servem apenas para gerar uma massa acéfala de conformados, que secretamente dá graças a Deus por não ter de enfrentar esse tipo de dificuldade, minimiza os próprios percalços e se acomoda no sofá, achando que a vida é bela? Ou pior, ajudam a fomentar o sentimento de inadequação, de frustração, de vergonha, de medo, de dúvida das pessoas diante dos próprios problemas, cuja gravidade só pode ser efetivamente medida por aqueles que os vivem, não pelos que os julgam?

Não serei eu a dar a resposta, pois, se a soubesse, estaria dando aulas de Jornalismo ou, quiçá, de Filosofia. Quando penso em meus próprios problemas, a única coisa que me conforta é o fato de que daqui a cem anos nenhum deles terá a mais vaga importância, para mim ou para qualquer um. Como se jamais tivessem existido.



Escrito por Fernando Lopes às 22h41
[] [envie esta mensagem
] []





Tira a mão...

Chego em casa e sinto cheiro de hambúrguer. Subo as escadas e a Nanda está preparando um supersanduíche, com dois hambúrgueres, um quilo de salada, maionese, catchup, mostarda e o escambau. A irmã menor, toda animada com minha chegada, fala pelos cotovelos.

- Salada! Umbúgui!

Eu e a Nanda achamos graça e tentamos fazê-la repetir a palavra.

- Que é isso, Rafa? - pergunto, apontando pro sanduíche.
- Salada!
- Não, Rafinha, isto aqui! - diz a Nanda, com o dedo literalmente encostando no hambúrguer dentro do pão.
- Salada!

Vendo que não ia ter jeito, aponto pro hambúrguer picado no prato diante da pequena.

- E isto, Rafinha, o que é?
- É MEU!!!



Escrito por Fernando Lopes às 21h42
[] [envie esta mensagem
] []





Museu

Você percebe que está ficando velho quando vai pra academia malhar ao som de Frank Sinatra no seu tocador de MP3...

Escrito por Fernando Lopes às 23h20
[] [envie esta mensagem
] []





Pedalada

Verdade seja dita: meus esforços a fim de entrar em forma têm sido risíveis. Patéticos até, eu diria. Nos quase três meses desde que me matriculei numa academia, mais faltei do que fui. E esse é o grande problema desse lance de malhação: não basta pagar a mensalidade, você precisa efetivamente treinar. E, cá entre nós, meu empenho nesse sentido tem sido pífio. No entanto, em virtude de circunstâncias que não vêm ao caso no momento, e do fato de eu já ter pago seis meses adiantados, decidi me esforçar mais.

Pilhado pelo Celso — companheiro de trabalho, de academia e de desperdício de tempo nos joguinhos do Facebook —, decidi encarar uma aula de RPM (que no meu tempo era só o nome da banda do Paulo Ricardo, e antes disso era a sigla de rotações por minuto. No caso em questão, não faço idéia do que significa, mas vou descobrir, apenas à guisa de informação inútil). Pra quem não sabe, essa modalidade se chamava spinning, mas deve ter mudado de nome pra fazer de conta que é outra coisa e voltar a virar moda. Enfim, no frigir dos ovos, nada mais é do que ficar pedalando feito um lunático numa bicicleta que não sai do lugar, suando feito um boi doido, forçando as articulações das pernas até estourar... e, se eu der sorte, queimando calorias e perdendo gordura. Porque, se não funcionar, vou ficar muito injuriado.

Achei que provavelmente teria um ataque cardíaco na aula, mas, no fim, acabei aguentando até melhor do que o próprio Celso, que estava botando os bofes de fora. Porém, não me iludo: amanhã eu não ando.



Escrito por Fernando Lopes às 23h59
[] [envie esta mensagem
] []





Dose pra leão

E a Receita Federal liberou o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2008. Desnecessário dizer que a minha não está disponível ainda. Não que isso me surpreenda, claro. Afinal, ainda estou esperando pra receber a de 2007...



Escrito por Fernando Lopes às 23h48
[] [envie esta mensagem
] []





Haja sangue...

E hoje, finalmente, quase três meses depois do que deveria, finalmente fui ver uma hepatologista pra tentar descobrir que diabo há de errado com o meu fígado. Já havia ido na sexta-feira, mas me esqueci de levar os exames que tinha feito poucos meses atrás. Como diz minha mãe, se a cabeça não pensa, o corpo padece. Tive de voltar hoje, desta vez munido dos tais exames. E assim o fiz.

Desnecessário dizer que, sendo eu quem sou, algo tinha de sair errado. Em vez de levar os resultados da segunda bateria de testes que fiz, levei os da primeira, em que o índice que mede uma certa enzima secretada pelo fígado estava alarmantemente acima do normal. O resultado do segundo teste, feito semanas depois, já apontava um índice quatro vezes menor, mas, como não o levei, não deu outra: vou ter de repetir tudo outra vez.

Haja sangue...



Escrito por Fernando Lopes às 23h48
[] [envie esta mensagem
] []





Sombrio

Aliás, toda vez que reassisto aos filmes da trilogia clássica, fico com um pouco mais de raiva da maldita mania do "politicamente correto" que se abateu sobre George Lucas, o cinema e o mundo em geral. Pra mim, Han Solo atirou primeiro e Anakin Skywalker foi atraído pelo lado negro da Força.

Sombrio é o patrulhamento ideológico.



Escrito por Fernando Lopes às 11h03
[] [envie esta mensagem
] []





Jovem jedi

Inspirada pelo jogo Lego Star Wars, minha filha mais velha, Nanda, decidiu assistir à trilogia clássica de Guerra nas Estrelas. E gostou. Forte nela o sangue nerd é. Maaas...

Sendo ela uma menina de nove anos, a pequena tem lá suas ressalvas. Não gostou do fato de Luke e Léia serem irmãos, pois torcia pra que os dois ficassem juntos no final. E, tal qual minha tia Hilda, que me levou ao cinema pra assistir a O Império Contra-ataca 30 anos atrás, também não gostou tanto assim da segunda parte da trilogia, e pelo mesmo motivo: o filme não "acaba". Nada disso, entretanto, compromete o entusiasmo de minha jovem jedi, que já é craque em detonar stormtroopers Lego com sua arma de raios.

Só me resta, pois, rogar para que a Força esteja com ela.



Escrito por Fernando Lopes às 10h59
[] [envie esta mensagem
] []





Livre para pregar

Depois de cumprir pena 140 dias no presídio de Tallahassee, na Flórida, a bispa Sonia Hernandez, fundadora da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, finalmente saiu da cadeia, para onde havia sido mandada pelos crimes de conspiração e contrabando de dinheiro. Confesso que jamais tinha ouvido falar na dita cuja até que foi presa, mas a distinta figura acabou virando motivo de piada entre mim e o Oggh, admirador de sua poderosa retórica e carisma. Nos momentos mais sombrios da minha loooonga lista de altos e baixos dos últimos meses, ele sempre me alertava, ironicamente, para não assistir às pregações da bispa, sob risco de eu acabar me convertendo. Duvido que acontecesse, mas, por via das dúvidas, mantive-me cautelosamente (ainda mais) afastado das hipnotizantes pregações televisivas dos canais evangélicos. Sabe como é, seguro morreu de velho, e eu não ganho pra pagar dízimo...



Escrito por Fernando Lopes às 23h58
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]