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Mahjong

Sempre que me sinto angustiado, pressionado ou estressado, gosto de jogar. Desnecessário dizer, portanto, que tenho jogado um bocado...

Prefiro jogos de estratégia, mas pode ser qualquer jogo, desde que eu possa jogar sozinho contra o computador. Ninguém falando. Ninguém dando palpite. Só eu e o desafio apresentado pelo jogo. Agrada-me a sensação de ter ao menos um problema que, em última instância, afetará apenas e tão somente a mim, qualquer que seja a decisão que eu tome. Sem mencionar, é claro, a possibilidade de parar e refletir calmamente sobre o assunto, salvar a partida enquanto estou ganhando, pra poder voltar atrás sem maiores conseqüências, desfazer burradas... e, se for o caso, começar tudo de novo. Ou simplesmente desligar o computador.

Tirei o domingo pra jogar Mahjong. Pra quem não conhece, é um tipo de quebra-cabeça chinês de múltipla escolha. Como tudo que é criado por orientais em geral, deve ter uma história bacana e milenar por trás, cheia de filosofia e tal. Que, no momento, não me interessa em absoluto. Agradeço o chinês que o criou quando estiver com cabeça pra isso...

Sendo um jogo de estratégia e estando eu sem raciocinar direito há um bom tempo, naturalmente perdi algumas dezenas de vezes. Enquanto jogava, porém, me dei conta de quão parecido com a vida o Mahjong é. Começa cheio de possibilidades; a cada escolha, essas possibilidades aumentam ou diminuem, conforme as decisões tomadas pelo jogador. De um jeito ou de outro, contudo, há apenas um resultado possível: a morte, no caso representada pelo fim da partida. Pode-se terminar como vencedor, com o tabuleiro vazio, ou atravancado com 40 peças diferentes atrapalhando umas às outras. Não importa. De um jeito ou de outro, vencendo ou perdendo, uma hora o jogo acaba.

Dá o que pensar.



Escrito por Fernando Lopes às 16h07
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